SUPERVISÃO: A CLÍNICA NO DIVÃ

Proposto por Freud e mantido pelos seus sucessores, a supervisão constitui um dos pilares fundamentais do tripé de formação de todo psicanalista , ao lado da análise pessoal e do estudo teórico permanente.
Ela consiste no acompanhamento clínico normalmente realizado por um profissional mais experiente, a partir das situações, impasses e desafios trazidos pelo analista em relação ao seu trabalho com os seus pacientes.
Nesse espaço, são examinados tanto os aspectos técnicos do tratamento quanto os movimentos transferenciais e contratransferenciais que inevitavelmente atravessam a relação analítica.
A supervisão pode ser compreendida como uma análise da clínica do próprio analista. Trata-se de um lugar de escuta, reflexão e elaboração, no qual o profissional pode pensar sobre sua prática, seus limites, suas intervenções e suas dificuldades, sem julgamentos, mas com rigor ético, técnico, humano e clínico.
Ao colocar em palavras aquilo que se passa na experiência clínica, o analista amplia sua capacidade de compreensão da relação com seu paciente e de si mesmo no exercício da função analítica.
Além disso, a supervisão contribui para o refinamento da técnica psicanalítica, ajudando no aprofundamento do raciocínio clínico e na sustentação e manutenção do enquadre das sessões de análise.
Ela fortalece a responsabilidade do analista diante de seu trabalho e promove um cuidado contínuo com a qualidade do atendimento oferecido, favorecendo processos terapêuticos mais consistentes e efetivos.
"Um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: Esforça-te!" (Livro de Isaías)

